terça-feira, 28 de agosto de 2012

Não é de hoje que sempre escuto as pessoas falando em Cross Training. Mas afinal, que raios é isso?

Para um paulista como eu, é uma palavra que remete a alguma coisa chata "Krossss Treiniiiinnnggg ". Mas agora imagina um carioca falando "Cross Training, merhmão!" Pronto, virou outra coisa.

Tentando descobrir mais sobre isso, fui conversar com um especialista.
   Eu: Emepê, o que é o Cross Training?
   Emepê: É quando você pratica uma determinada modalidade esportiva há uns bons anos e para mudar um pouco os treinos, você faz algo totalmente diferente disso.
   Eu: Humm, deixa eu ver se eu entendi. Eu corro há mais de 10 anos e eu preciso fazer alguma bem diferente da corrida, mudar a rotina para o meu corpo não ficar preso?
   Emepê: Isso! É o seu corpo pedindo uma mudança na rotina.   
   Eu: Ok, valeu!
   Emepê: Hey, onde você está indo?
   Eu: Pro meu Cross Training
   Emepê: Mas alí é o Tagos? (tradicional bar paulistano)
   Eu: Isso mesmo, se eu acordo sempre cedo pra correr, procuro me alimentar direito e evitar o alcóol, meu cross training vai ser no boteco tomando umas cervejas e indo dormir um pouco mais tarde... só pra mudar o rítmo do corpo!

Araka!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nossos Guias!

Sempre temos pessoas que nos inspiram. Seja qual lá for o motivo e a atividade.

Quando éramos pequenos, jogadores de futebol eram nossos ídolos, queríamos ser iguais a eles, jogar daquele jeito, os dribles impossíveis, os gols mais bonitos e levantar aquelas taças. 


Mais tarde, passamos a ser movidos por mulheres que realmente nos levam pra longe! Fazem com que a gente batalhe para atingir objetivos e melhorar na vida. São nossas Musas Inspiradoras!


Depois profissionalmente, quando trabalhamos com pessoas fantásticas, que entendem muito do assunto, passamos a desenvolver grandes trabalhos e perceber a evolução. Queremos ter e desenvolver trabalhos tão bons quanto os deles e, quando conseguimos, a satisfação é geral.


Na corrida também temos nossos Gurus. Verdadeiros gênios das pistas que conhecem profundamente cada tipo de treino, como impor um bom ritmo, a força e a velocidade certa para cada treino e prova. Extremamente afinados, quase nunca erram, mas quando isso ocorre, é por pouco. Muito pouco mesmo.


Os Gurus gostam de ver quando seus aprendizes se soltam e começam a correr mais soltos. As vezes dá até para ensinar alguma coisa pro Guru e ai vimos que a relação mudou de nível. Mas na verdade não, Guru sempre será O Guru!


Um Guru sempre passa sua mensagem para seus aprendizes, que perpertuam o seu Legado.


Araka!





sexta-feira, 27 de julho de 2012

Recomeço


Blog parado. Treinos parados?

Nada disso. Talvez devesse ter sido essa a melhor coisa que deveria ter feito nesses 2 anos.


É, depois das maratonas, poucos posts aqui mas os treinos continuaram, não com o empenho que deveriam ter, mas acordar 2 ou 3 vezes por semana as 6h da manhã já é uma força de vontade para poucos.


Os treinos foram bem mais tranqüilos, com o pé lá em cima, muito bate papo e as distâncias e os ritmos eram reduzidos sem pensar 2 vezes. Dessa maneira, meus treinos longos passaram de 20km para 8 ou 10km.


E o ritmo então? Foi subindo junto com a balança, e quando chegou lá em cima bateu um sininho. Hora de mudar.


Isso foi em dezembro, bem naquela hora em que estamos analisando o ano que passou e as coisas que queremos para o próximo ano.


Eu sempre fico com medo dessas listas. Elas sempre tem itens que: ou sabemos que não vamos conseguir cumprir ou vamos ralar muito para executar.


Pensei bem e achei apropriado colocar uma provinha nessa lista. Isso realmente era o tipo de coisa que para mim nunca precisou de lista, mas enfim, ficou anotado lá, correr uma Meia Maratona até o Meio do Ano e nada melhor do que a Boa e Velha Meia Do Rio.
 Vamos pro treino!


Que  dureza! O pior de tudo é sempre ter as referências de tempo e distâncias da minha melhor época. Por exemplo, fazia um tiro de 3km para 12:45, e em fevereiro me matei para terminar em 15:30. Quem corre sabe o abismo que é isso. Os longos estavam em 12k a 6:15 suados, sofridos, arrastaaaaadosssssssssssssssssssss.


Já ouviu aquela expressão “tô com 1 kg a mais e to carregando um saco de feijão aqui na barriga?” Pois bem, pra mim era uma cesta básica inteira. Arroz, feijão, macarrão, batata, chocolate e o que mais você imaginar.


Os meses foram passando e os tempos melhorando. Um minuto a menos aqui, um km a mais ali, um feijãozinho largado ali... enfim, o rosto foi afinando, a calça ficando normal e os treinos só melhorando.


Foram 5 meses bem dedicados, perdi 6 kg e o Rio chegou.


Indo para a largada, queria lembrar de todos que me ajudaram nesse tempo, os fiéis leitores desse blog, mas a única pessoa que eu realmente não parava de falar era num tal de São Pedro. Que toró!!!  Muita chuva!*


21 encharcados quilômetros depois e em milagrosas 1:58:20 vencia pela 5ª vez na minha os 21.095 metros da orla carioca.


Feliz, com dever cumprido e o 1º item da listinha foi riscado!


Araka!


*comentários da prova vem depois!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Maldição!

Quem acompanha o Blog do Sergio da Runners ( http://runnersworld.abril.com.br/blogs/correria/ ) leu nas últimas semanas seus relatos de como era difícil treinar durante a cobertura da Copa na África do Sul.

Acabei de descobrir o verdadeiro motivo: não foram as longas horas de cobertura de treinos da seleção, as incansáveis viagens, o maldito frio, a temida jabulani e nem as incansáveis vuvuzelas. Na verdade, como vocês podem ver ele foi mais uma vítima do Mick!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Camiseta Runners

Fugindo um pouco do tema do meu blog, aproveito para colocar uma sugestão de camiseta para a prova da Runner´s. ( http://runnersworld.abril.com.br/blogs/correria/cor-camisa-224117_p.shtml )

segunda-feira, 8 de março de 2010

GPS - vilão ou amigo?

Se você é da minha geração ou já estava bem vivo nos meus tempos de garoto, você lembra como era difícil era abrir um pote de requeijão. Quantas facas eu não quebrei tentando tirar aquela tampa chumbada no copo? Aí veio um cidadão e inventou aquele plástico branco que vai no meio da tampa. Basta arrancar aquilo e PUFT ! Seu requeijão está pronto! Sem facas quebradas, os dedos não ficam mais vermelhos e doídos, tudo é uma benção!

A corrida sempre foi mais ou menos igual, tínhamos apenas tênis, shorts, camiseta e de vez em quando um G-SHOCK ou um Iron Man para marcar o tempo.

Com o passar dos anos, outros cidadãos também resolveram ajudar os corredores. Tecidos mais leves, que facilitam a evaporação, meias para o pé direito e esquerdo, tênis com amortecimento específico, tênis para pés com diferentes pisadas e isso sem falar na alimentação e nos suplementos. Outra benção nas pistas!

Nessa mesma época de guri, assistir televisão era bem diferente do que é hoje em dia. Quando precisava mudar de canal, era uma briga para ver quem levantava até a TV e girava a grande e pesada borboleta de canais "ploft, ploft" com tanta força que a tv, toda de madeira e com seus 50kg, tremia toda. A nossa sorte nessa época é que a TV marcava apenas 13 canais e deveriam ter uns 5 ou 6. Imagina o que era zapear nessa época? E sempre depois de desligada, ela ficava um foco de luz por uns minutos, até esfriar o tubo totalmente.

A evolução tecnológica nas pistas foi para os relógios. Timex e Polar dominaram a tecnologia nos anos 90 e nos idos dos anos 2000. Com suas surpreendente função de marcar os batimentos cardíacos, essa tecnologia aumentou a qualidade nos treinos.

Mas uma outra coisa veio para revolucionar ainda mais. Desde 2006 a coqueluche do momento nas pistas é o Garmin. Corredores, treinadores, palpiteiros, seja no Ibirapuera, na USP, no Parque do Povo, na Praia Grande, e até em Dubai todo mundo acha essa invenção a última sensação do momento. Ninguém acha um defeito nele, dizem coisas como "sensacional, bárbaro, bam-bam-bam" entre outros.

Para quem não conhece, o Garmin é um relógio com GPS, ou seja, ele consegue marcar sua velocidade em tempo real, marca a distância percorrida, altitude, batimentos cardíacos e ainda inventa um parceiro virtual para os mais solitários. O mais legal desse aparelhinho é que depois você consegue jogar tudo na internet e aparece no Google maps/earth o percurso que você fez.

É como as novas televisões. Plasma, LCD, LED, Full HD, 120, 240hz, entradas HDMI, enfim, uma porrada de funções para você ver e instalar o que quiser na televisão.

Como vocês acompanharam aqui no blog, eu fui treinando e colocando alguns tempos: 8km em 40minutos, 16km para 1:20 e por ai ia. Os malditos do Renato e do Ricardinho, que treinam comigo, me alertavam: "essa volta de 8km não tem 8km, a de 10km também é menor, a de 6km nem se fala". Mas para mim aquelas voltam sempre foram e sempre serão essas distâncias.

Depois que comecei a usar o tal do Garmin percebi que a profecia deles se concretizava. Foi um verdadeiro inferno descobrir que, o que sempre foi 8k era na verdade 7,6, e 10km era 9,8. Você deve estar achando que isso é uma frescura minha, mas não é. Isso muda muito, são mais ou menos 2 minutos a mais de corrida, para cada 10km, o que é muita coisa. Malditos!

Isso pra mim foi tão frustrante como ter 50 canais na TV mas quando você for assistir o filme, ele já está no final ou você perdeu metade dos capítulos do seriado, ou é como assistir a um jogo emocionante de golf. Ou seja, antes de ter o relógio ou a TV achávamos que teríamos mil opções, muitas alternativas, uma visão mais correta dos fatos, das distâncias, mas na verdade descobrimos a triste verdade que não queríamos enxergar.

Bom, depois dessa infeliz descoberta, eu perdi todo o meu referencial de tempos e distância. Por isso criei o "tempo real" e o "tempo moral" onde o moral era o que eu sempre fiz a vida toda e o real o tempo marcado pelo relógio.

Querendo ou não, hoje eu acho o Garmin tão eficiente como a TV a cabo, realmente eu preciso dos dois para relaxar e treinar, mesmo que em algumas vezes eu volte para suas origens, usando apenas o cronômetro e assistindo a Globo.

Pra aumentar minha raiva com o Garmin, na maratona ele marcou 42,700m ou seja, corri 500 metros a mais. Ou seja, meu tempo real foi 3:56:20 (média de 5:20) contra os 3:59:08 (média 5:40) do resultado oficial. E ai fica minha pergunta: nesse caso, posso usar o tempo moral?

Araka!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Novos Planos para 2010

É amigos, reconheço que andei meio sumido... na verdade aproveitei as férias ou o fim de ano pra dar uma descansada... Agora preciso correr atrás do prejuízo.

Todo começo de ano já vamos pensando nas provas que queremos fazer e os objetivos pessoais: ir mais rápido, ir mais longe, apenas manter ou fugir pro churrasco e pra cerveja.

Nesse ano eu tenho ido para essa última opção... Mas ainda é janeiro e como o nosso ano só começa depois do carnaval, ainda tenho 2 semaninhas de refresco, quer dizer, de cerveja.

Queria aproveitar esse meu período para colocar em prática uma coisa que sempre fui contra, não acho legal e condeno as pessoas que usam desse artifício, mas infelizmente para conseguir atingir minhas metas vou precisar me dopar.

É isso mesmo, amigo leitor, vou me dopar pra valer! Preciso de uma energia extra, tirar forças de sei lá onde, de um grande fator motivacional para ter um excelente rendimento que apenas o dopping pode oferecer! Mas não usarei esses esteróides, anabolizantes, furosemida, Rodasol, THT e outras... Inspirado pelo deus Baco e também por conselhos do PhD Cesar Augusto e Adilson e ainda embasado num texto do mestre Sergio da Runners e com certeza, com o apoio e ajuda de vocês, vou me dopar!

A ideia é muito simples, dizem que quando bebemos e vamos treinar nosso rendimento cai de 10 a 20 %. Ou seja, uma pessoa que não bebe, teoricamente estará treinando entre 95 e 100% de sua capacidade, e assim dificilmente verá uma grande evolução. Treinando sempre abaixo dos 80%, terei sempre uma grande margem para melhor o rendimento.

Sendo assim, vou partir pro conhaque antes de dormir, vinho no café da manhã, whisky no cafezinho, vodca no gatorade e por ai vamos treinando!
Claro que algumas coisas devem acompanhar essa mudança de hábito, o gel do treino vai ser substituído por amendoim, o pão com geleia por coxinha e a salada por batata frita.

Com o tempo, o corpo vai se acostumando com essa dádiva! Afinal, quem não quer uma planilha dessa?
- 15 min aquecendo + 2 taças de vinho
--3 tiros de 2km +5 shots de tequila
e no final chopp no alongamento.


A teoria termina mais ou menos 15 dias antes da grande prova, onde, se eu não estiver frequentando o AA, vou cortar por conta própria o álcool e assim vou ganhar esses 20% que perdi durante o treino, tendo um grande ganho na velocidade média e no tempo!

Se vai dar certo ou não, depois eu conto, de preferência num boteco!

Saúde! ops, digo Araka!