Pior do que não treinar é a recuperação. Ô coisa chata! Tô fazendo tudo o que mandaram. Se mandassem eu correr "na praia do Alaska" (Essa Carla Peres é incrível) durante a aurora boreau (tem lá?) comendo berinjela (q eu odeio) eu iria!
Na 1a semana tudo bem, eu tava bem animado, empolgado, achando que ia ser bem rápido e que logo logo estaria correndo novamente. Doce ilusão!
Minha rotina tá muito intensa. Deep, Alongamento, Musculação, Nutricionista, Fisioterapia e por ai vai. E o pior, cada dia doi num lugar diferente. Mas o Sr. Aquiles reclama sempre!
Isso sem falar que nesse meio tempo tem o trabalho. Eu devo fazer umas 2 a 3 horas por dia dessas atividades. 3 semanas depois já voltei a dar uns leves trotes...
Mas a rotina continua assim: Acordo as 5:20 e piscina(45 minutos de deep). Logo depois musculação, um breve café da manhã e trabalho. Depois 1 hora de fisio. Essa é minha rotina nas 2as, 4as e 6as. Nas terças e quintas está um pouco melhor. Acordo as 6hs, voltei a correr, trabalho e no fim do dia musculação + alongamento.Chego em casa umas 22:30hs e no dia seguinte, tudo de novo!
O bom disso tudo é que voltei a correr. No começo num ritmo bem lento, mas com o tempo fui aumentando.
Já fiz 2 longos nessa retomada. 1 de 14km e outro de 21km, pra falar a verdade 21.100m, aproveitei e fiz uma Meia. O ritmo foi bom e o melhor de tudo, nada de dores!
Não tenho ideia do meu tempo na prova, mas hj já posso dizer que terminar é uma realidade, coisa que não pensava há 1 mês atrás!
Valeu a todos pelas manifestações de solidariedade e pela força nesse mês!
Araka!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Aquiles aconteceu comigo
Outro dia estava dirigindo e ouvi um pequeno barulho na roda do carro. Desci e a roda estava inteira. Continuei dirigindo e nada. No decorrer da semana o mesmo barulho, mas nada que incomodasse.
Nesse ano eu corri. Sem dúvida nenhuma posso dizer que é o ano que eu mais corri na vida. Não em provas, mas sim nos treinos. 4 vezes por semana durante 6 meses e 3 vezes nos outros meses. O que posso dizer que certamente eu passei dos 1000km.
No sábado fui para o meu treino longo de 28km e ao estacionar escutei um leve estalo. Mas como estava atrasado nem olhei para o carro e fui treinar.
Já tinha passado a Biologia, encontrei o Enio na contramão, água, gel, outra Biologia, praça do cavalo, e logo depois da reitoria...pimba! Outro estalo! Agora na panturrilha. Como já tinha corrido mais de 26km e faltavam só 2km, fui até o final. A dor até então não era muita. Fiz muito gelo e perdi meu 1o treino do ano. Era um regenerativo e fiquei muito puto da vida por ter perdido esse treino.
Durante a semana o carro puxava um pouco para a esquerda mas nada que atrapalhava a direção. As curvas ficaram mais pesadas, o consumo de gasolina aumentou, mas eu não queria ficar uns dias sem o carro.
Até que um dia enquanto estava dirigindo o pneu furou. Fui no borracheiro e ele colocou um leve remendo que dava para andar mais um pouco.
A dor estava lá e me acompanhou até segunda. Na quinta voltei para os treinos. 50 minutos leve, bem leve. Que maravilha de treino, não senti nada! Mas depois... o tendão resolveu me lembrar que ele existe. E como dói!
Mais gelo e tratamento caseiro até terça. Ai já não doía nada há 2 dias. Fui treinar. Desci do carro e os 2 reclamaram! Tendão e panturrilha sem mesmo ter corrido! 300 metros de trote já foram o suficiente para saber que deveria ir para a oficina.
Lá aproveitei que ia trocar o pneu, e fazer o alinhamento. Aí já viu, o mecânico deu uma olhada geral e pronto, já viu. Precisava balancear, calibrar com nitrogênio (ainda não sei a diferença disso) fazer a cambagem, troca de fluido, raspagem do disco de freio, troca de pastilha e ainda fiquei sabendo que a suspensão estava para estourar.
Comecei a fisio e o famoso e temido Deep Running (é correr dentro da piscina). Até que não são tão ruins, mas nada como o Parque!
Agora estou sem treinar, na oficina, na maca e na piscina, e o pior, a cada semana acham um lugar novo para fazer a cambagem! Dói tudo, mas o pior mesmo está no tendão.
É Seu Aquiles, não é à toa que você tem essa fama!
Araka!
Nesse ano eu corri. Sem dúvida nenhuma posso dizer que é o ano que eu mais corri na vida. Não em provas, mas sim nos treinos. 4 vezes por semana durante 6 meses e 3 vezes nos outros meses. O que posso dizer que certamente eu passei dos 1000km.
No sábado fui para o meu treino longo de 28km e ao estacionar escutei um leve estalo. Mas como estava atrasado nem olhei para o carro e fui treinar.
Já tinha passado a Biologia, encontrei o Enio na contramão, água, gel, outra Biologia, praça do cavalo, e logo depois da reitoria...pimba! Outro estalo! Agora na panturrilha. Como já tinha corrido mais de 26km e faltavam só 2km, fui até o final. A dor até então não era muita. Fiz muito gelo e perdi meu 1o treino do ano. Era um regenerativo e fiquei muito puto da vida por ter perdido esse treino.
Durante a semana o carro puxava um pouco para a esquerda mas nada que atrapalhava a direção. As curvas ficaram mais pesadas, o consumo de gasolina aumentou, mas eu não queria ficar uns dias sem o carro.
Até que um dia enquanto estava dirigindo o pneu furou. Fui no borracheiro e ele colocou um leve remendo que dava para andar mais um pouco.
A dor estava lá e me acompanhou até segunda. Na quinta voltei para os treinos. 50 minutos leve, bem leve. Que maravilha de treino, não senti nada! Mas depois... o tendão resolveu me lembrar que ele existe. E como dói!
Mais gelo e tratamento caseiro até terça. Ai já não doía nada há 2 dias. Fui treinar. Desci do carro e os 2 reclamaram! Tendão e panturrilha sem mesmo ter corrido! 300 metros de trote já foram o suficiente para saber que deveria ir para a oficina.
Lá aproveitei que ia trocar o pneu, e fazer o alinhamento. Aí já viu, o mecânico deu uma olhada geral e pronto, já viu. Precisava balancear, calibrar com nitrogênio (ainda não sei a diferença disso) fazer a cambagem, troca de fluido, raspagem do disco de freio, troca de pastilha e ainda fiquei sabendo que a suspensão estava para estourar.
Comecei a fisio e o famoso e temido Deep Running (é correr dentro da piscina). Até que não são tão ruins, mas nada como o Parque!
Agora estou sem treinar, na oficina, na maca e na piscina, e o pior, a cada semana acham um lugar novo para fazer a cambagem! Dói tudo, mas o pior mesmo está no tendão.
É Seu Aquiles, não é à toa que você tem essa fama!
Araka!
domingo, 20 de setembro de 2009
Saidera
Nos treinos finais para a Maratona de Paris, conversavei com o Cesar, Adilson e Henrique, 3 especialitas que me passaram dicas importantes para a prova. Na verdade eles focaram as dicas no assunto que eles mais conhecem: cachaça. Os 3 falaram:"1 mês antes da prova, corte o alcóol total, não beba nada, nem cerveja, nem vinho, nem nada! só suco! Isso vai fazer muito bem”. Estranho eles falarem isso, mas eles são "os papas" da cachaça e das maratonas.
Bom, fiz isso, foi duro, difícil, ainda mais numa terra onde o vinho é mais barato que suco. No final deu certo, compensou e o esforço foi válido.
Então, agora eu estou nos treinos finais para a Maratona de Nova York. Por acaso hoje faltam 42 dias para a corrida. Coincidência ou não, isso significa que agora só vou beber depois dos 42. Dias ou kilômetros, tanto faz, vai ser difícil de qualquer jeito!
Araka!

Bom, fiz isso, foi duro, difícil, ainda mais numa terra onde o vinho é mais barato que suco. No final deu certo, compensou e o esforço foi válido.
Então, agora eu estou nos treinos finais para a Maratona de Nova York. Por acaso hoje faltam 42 dias para a corrida. Coincidência ou não, isso significa que agora só vou beber depois dos 42. Dias ou kilômetros, tanto faz, vai ser difícil de qualquer jeito!
Araka!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Batizado
Já falei aqui algumas vezes mas vou falar de novo. Os treinos da maratona são foda! O pior de tudo é que é por nossa própria opção! Nós escolhemos esse sofrimento. Mas existe um treino em especial que é mais complicado. O tal do regenerativo. Mas afinal, o que é isso?
Ele é um treino que deve ser bem leve e no dia seguinte ao treino longo. Ou seja, você correu mais de 2 horas no sábado, bem firme e forte, e como prêmio, no dia seguinte você tem 50 minutos bem leve. Leve, leve não sei pra quem. Esse treino sempre foi um caos, dói tudo! Mas depois de 5 minutos tá tudo bem.
Como quase todo mundo sabe, eu também adoro um buteco. Então com esse ritmo maluco de treino eu quase não saio mais durante a semana. Só treino e descanso (é, descanso também é treino!).
Mas no sábado não tem jeito. Acabo saindo e tomando umas… Com isso vou dormir tarde depois de umas cervejas e, no domingo tem o maldito regeneras. Ai vem outro problema.
Domingo é o dia bom para dormir.
Mas dormir muito significa acordar tarde.
Acordar tarde significa sol forte.
Sol forte significa treino mais cansativo.
E o regeneras, como fica? Com isso fui fazer algumas experiências. Fiz algumas combinações entre dormir e beber. Fui dormir cedo, sem beber e treinei cedo.
Também fui dormir tarde depois de beber bastante. Por incrível que pareça, quanto maior a ressaca e menor o tempo dormido melhor será o regenerativo. Não sei porque. Acho porque sempre no começo tudo doi e nessa ressaca a consciência doi mais ainda, então sei lá, acho que por isso o regeneras fica mais leve.
Agora estou aproveitando o regenerativo para conhecer novos locais. Já fui em bairros mais distantes, no Parque do Povo, enfim, aproveito o descompromisso com distância e ritmo para correr em novos ares.
Outra coisa boa nesse tipo de treino é para testar novas roupas, tênis e asssessórios. Imagina ir mal num longo porque a meia aperta o dedinho do pé, vira uma bolha e uma dor que você fica parado por 1 semana? É, isso acontece mais do que você pode imaginar.
Como eu sou geneticamente desfavorecido na parte capilar, sempre corro com boné. Outro dia ganhei um boné novo do Cesar e aproveitei o regeneras pra testar.
Sai de casa e a chuva veio junto. Fui correndo nos jardins, curtindo a vista, curtindo a chuva. O boné estava bom, pois impedia que a chuva batesse direto nos olhos. Estava quase chegando em casa quando ouvi um ‘Pimba” no boné, fui olhar e vi a mira do desgraçado! Pronto, o boné foi batizado e passou no teste!
Araka!
Ele é um treino que deve ser bem leve e no dia seguinte ao treino longo. Ou seja, você correu mais de 2 horas no sábado, bem firme e forte, e como prêmio, no dia seguinte você tem 50 minutos bem leve. Leve, leve não sei pra quem. Esse treino sempre foi um caos, dói tudo! Mas depois de 5 minutos tá tudo bem.
Como quase todo mundo sabe, eu também adoro um buteco. Então com esse ritmo maluco de treino eu quase não saio mais durante a semana. Só treino e descanso (é, descanso também é treino!).
Mas no sábado não tem jeito. Acabo saindo e tomando umas… Com isso vou dormir tarde depois de umas cervejas e, no domingo tem o maldito regeneras. Ai vem outro problema.
Domingo é o dia bom para dormir.
Mas dormir muito significa acordar tarde.
Acordar tarde significa sol forte.
Sol forte significa treino mais cansativo.
E o regeneras, como fica? Com isso fui fazer algumas experiências. Fiz algumas combinações entre dormir e beber. Fui dormir cedo, sem beber e treinei cedo.
Também fui dormir tarde depois de beber bastante. Por incrível que pareça, quanto maior a ressaca e menor o tempo dormido melhor será o regenerativo. Não sei porque. Acho porque sempre no começo tudo doi e nessa ressaca a consciência doi mais ainda, então sei lá, acho que por isso o regeneras fica mais leve.
Agora estou aproveitando o regenerativo para conhecer novos locais. Já fui em bairros mais distantes, no Parque do Povo, enfim, aproveito o descompromisso com distância e ritmo para correr em novos ares.
Outra coisa boa nesse tipo de treino é para testar novas roupas, tênis e asssessórios. Imagina ir mal num longo porque a meia aperta o dedinho do pé, vira uma bolha e uma dor que você fica parado por 1 semana? É, isso acontece mais do que você pode imaginar.
Como eu sou geneticamente desfavorecido na parte capilar, sempre corro com boné. Outro dia ganhei um boné novo do Cesar e aproveitei o regeneras pra testar.
Sai de casa e a chuva veio junto. Fui correndo nos jardins, curtindo a vista, curtindo a chuva. O boné estava bom, pois impedia que a chuva batesse direto nos olhos. Estava quase chegando em casa quando ouvi um ‘Pimba” no boné, fui olhar e vi a mira do desgraçado! Pronto, o boné foi batizado e passou no teste!
Araka!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Diga ai você também!
Hoje eu vou protestar. Vou cutucar os homi!
Como vocês já sabem, eu não gostei daquele papo da Globo na maratona de São Paulo, quando o Cleber Machado disse “Ai na frente o pelotão de elite e logo atrás os atletas de fim de semana!”
Esse termo infeliz passa a impressão que qualquer um pode correr uma maratona. Sabe aquele cara que faz um churrasco, tomando várias caipirinhas, depois vai jogar aquela bolinha, cambaleando, tropeçando em todo mundo? Sim, esse mesmo cara, geralmente sem camisa e esbanjando uma bela pança vermelha do sol e com o cofre de fora, para o Cleber Machado, ele pode correr uma maratona.
Ora Cleber Machado, com tudo isso em vista, só falo que atleta de fim de semana é a sua avó!
E agora, inspirado no blog do meu amigo global Zé, onde ele mostra os torcedores do Bahia cantando o hino do time em outros lugares, eu lanço aqui a campanha “Atleta de fim de semana é a sua avó!” onde você vai enviar vídeos mostrando seus treinos durante a semana, Mostre os lugares bonitos onde você costuma dar suas passadas. De dia, de noite, na esteira, no parque, no clube, tanto faz o lugar, apenas mostre que você está correndo e mande seu recado para o Cleber.
Vamos aproveitar a Meia do Rio no domingo e enviar diversos email durante a transmissão para mostrar nosso protesto!
Araka!
Como vocês já sabem, eu não gostei daquele papo da Globo na maratona de São Paulo, quando o Cleber Machado disse “Ai na frente o pelotão de elite e logo atrás os atletas de fim de semana!”
Esse termo infeliz passa a impressão que qualquer um pode correr uma maratona. Sabe aquele cara que faz um churrasco, tomando várias caipirinhas, depois vai jogar aquela bolinha, cambaleando, tropeçando em todo mundo? Sim, esse mesmo cara, geralmente sem camisa e esbanjando uma bela pança vermelha do sol e com o cofre de fora, para o Cleber Machado, ele pode correr uma maratona.
Ora Cleber Machado, com tudo isso em vista, só falo que atleta de fim de semana é a sua avó!
E agora, inspirado no blog do meu amigo global Zé, onde ele mostra os torcedores do Bahia cantando o hino do time em outros lugares, eu lanço aqui a campanha “Atleta de fim de semana é a sua avó!” onde você vai enviar vídeos mostrando seus treinos durante a semana, Mostre os lugares bonitos onde você costuma dar suas passadas. De dia, de noite, na esteira, no parque, no clube, tanto faz o lugar, apenas mostre que você está correndo e mande seu recado para o Cleber.
Vamos aproveitar a Meia do Rio no domingo e enviar diversos email durante a transmissão para mostrar nosso protesto!
Araka!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Previsível?
Nesse tempo louco está cada vez mais difícil treinar. De um dia pro outro temos uma variação de 15 graus. Assim fica difícil fazer qualquer previsão.
Nos treinos a previsão também está sempre presente, em 4 variações: o esperado, o inesperado e o surpreendente. Sempre que um dos 3 não acontece, certamente teremos a quarta variação, a decepção.
No Brasileirão desse ano, o São Paulo estava em 15o lugar. Algo decepcionante. Mas de repente o inesperado aconteceu, o time começou a ganhar, foi ganhando posições, não perdia mais jogos até chegar a um surpreendente 2o lugar. Agora o time já se encontra onde é esperado, entre os 4 primeiros. Ou seja, em um mês o time passou pelas 4 variações.
Nessa semana teve o mundial de atletismo que gerou um grande ba-fá-fá. Pra ser sincero nunca tinha visto tantos comentários sobre atletismo. E quase todos sobre ele, o homem do ano, Usain Bolt. Certamente o nome dele foi mais comentado do que o de Phelps nas Olimpiadas, do acidente do Massa, dos shows do Roberto Carlos, do que os escândalos do Sarney, da Lipo do Ronaldo, enfim, em todos os lugares falavam dele. Bem, a lipo do Ronaldo vinha em segundo lugar.
Nos nossos treinos, quando o Cesar fala na pista “3 tiros de 3km”, primeiro o xingamos pra caramba (só pra não perder o costume) e depois pensamos nas seguintes hipóteses – 14:00 é o esperado. 13:45 é o inesperado e 13:30 é surpreendente. Qualquer tempo acima de 14 será decepcionante. Sempre procuraremos desculpas pra qualquer um dos resultados. Dormi mal, comi errado, bebi demais ou, ainda bem que acertei na comida, graças a Deus deu pra dormir cedo e por ai vai.
Quando fui para a Maratona, as minhas expectativas eram as seguintes: O esperado era terminar, o inesperado era para menos de 4:12 (média de 10km/h), o surpreendente abaixo de 4hs e a decepção era se eu paresse. Consegui um inesperado quase surpreendente 4;02. Pra mim foi ótimo, sai feliz da vida e até hoje foi a melhor corrida da minha vida.
Mas o que Bolt fez nessa semana foi mágica. Ele é descontraído, brinca com o mascote leão, aparenta bem relaxado, todo mundo que olha pra ele antes da largada não botá fé que ele vai ganhar.
Mas ai é que pra ele pesa ainda mais as 4 variações. A decepção seria se ele chegasse em 2o. O esperado é que ele vença a prova e o inesperado é que ele bata o record mundial e com tudo isso onde vai parar o surpreendente???
Bom, no caso dele, ele fez tudo isso novamente, só que nos 200m, onde não era favorito.
Araka!
Nos treinos a previsão também está sempre presente, em 4 variações: o esperado, o inesperado e o surpreendente. Sempre que um dos 3 não acontece, certamente teremos a quarta variação, a decepção.
No Brasileirão desse ano, o São Paulo estava em 15o lugar. Algo decepcionante. Mas de repente o inesperado aconteceu, o time começou a ganhar, foi ganhando posições, não perdia mais jogos até chegar a um surpreendente 2o lugar. Agora o time já se encontra onde é esperado, entre os 4 primeiros. Ou seja, em um mês o time passou pelas 4 variações.
Nessa semana teve o mundial de atletismo que gerou um grande ba-fá-fá. Pra ser sincero nunca tinha visto tantos comentários sobre atletismo. E quase todos sobre ele, o homem do ano, Usain Bolt. Certamente o nome dele foi mais comentado do que o de Phelps nas Olimpiadas, do acidente do Massa, dos shows do Roberto Carlos, do que os escândalos do Sarney, da Lipo do Ronaldo, enfim, em todos os lugares falavam dele. Bem, a lipo do Ronaldo vinha em segundo lugar.
Nos nossos treinos, quando o Cesar fala na pista “3 tiros de 3km”, primeiro o xingamos pra caramba (só pra não perder o costume) e depois pensamos nas seguintes hipóteses – 14:00 é o esperado. 13:45 é o inesperado e 13:30 é surpreendente. Qualquer tempo acima de 14 será decepcionante. Sempre procuraremos desculpas pra qualquer um dos resultados. Dormi mal, comi errado, bebi demais ou, ainda bem que acertei na comida, graças a Deus deu pra dormir cedo e por ai vai.
Quando fui para a Maratona, as minhas expectativas eram as seguintes: O esperado era terminar, o inesperado era para menos de 4:12 (média de 10km/h), o surpreendente abaixo de 4hs e a decepção era se eu paresse. Consegui um inesperado quase surpreendente 4;02. Pra mim foi ótimo, sai feliz da vida e até hoje foi a melhor corrida da minha vida.
Mas o que Bolt fez nessa semana foi mágica. Ele é descontraído, brinca com o mascote leão, aparenta bem relaxado, todo mundo que olha pra ele antes da largada não botá fé que ele vai ganhar.
Mas ai é que pra ele pesa ainda mais as 4 variações. A decepção seria se ele chegasse em 2o. O esperado é que ele vença a prova e o inesperado é que ele bata o record mundial e com tudo isso onde vai parar o surpreendente???
Bom, no caso dele, ele fez tudo isso novamente, só que nos 200m, onde não era favorito.
Araka!
domingo, 9 de agosto de 2009
Qual o andar mesmo?
Subida. Essa com certeza foi uma das piores invenções de Deus. Nunca vimos desenhos do Jardim do Eden com subidas, no paraíso não tem subida!
Eu odeio subida. Agora ainda mais. Meus treinos estão com muitas subidas. Intermináveis subidas. Longas subidas.
Mas ainda bem que para vencer essas malditas o homem inventou um monte de coisas, como teleféricos, escadas rolantes, bondes, escadas e uma que eu considero uma das maiores invenções do universo. O Elevador.
É, ele mesmo, aquela caixa Atlas ou Schindler que você entra para vencer em poucos segundos vários degraus que te derrotariam em muitos minutos. E melhor, sem cansar e nem suar.
Não é à toa que ele é o meio de transporte (é, ele é considerado um meio de transporte) mais utilizado, isso quer dizer que no mundo todo tem mais pessoas apertando o botão do que a buzina.
Outro dia, num desses feriados que tivemos, estava no interior e fui dar um trotezinho. Ali não existia mais de 4 metros plano. Mas foi um treino muito interessante. Começava com uma bela descida, depois os 4 metros planos e mais descida. Ai começou a chuva. Ainda bem! Que chuva! Ai elas apareceram. A primeira não era tão alta, uns 3 minutos e passei. Mais uns 400 metros de descida e outra subidinha leve. Ai acabou a estrada de terra e precisei voltar.
Ai complicou. As descidas viraram subidas.
Verdadeiras montanhas. Todas com variação na inclinação, nos buracos, nas pedras e no que mais puder te atrapalhar. Todas eram diferentes a cada metro. Como os elevadores. Já percebeu que não existem elevadores iguais? Começa pelo botão. Alguns mostram em que andar ele está, se está descendo ou subindo ou simplesmente acendem. Mas não confunda botão com buzina. No trânsito, quando você buzina o motorista da frente acorda e anda, já o elevador não virá mais rápido se você ficar apertando o botão sem parar.
Comecei a encarar a 1a numa boa, mas a 2a, foi difícil. Nisso passou um carro com o som muito alto. Era Ivete. Comecei a cantar junto “Poeira…Poeira, levantou poeira” e logo essa música mudou para “Pirambeeeiraahhh, Pirambeeeeeiraahhh, Lá vem Pi-ram-bei- ra!”. Depois disso as subidas ficaram mais leves.
Portas de correr, automáticas, com sensor, porta de madeira, de ferro, porta armada, enfim, são milhares de tipos de portas e sistemas de aberturas. Tudo sempre acompanhando o estilo arquitetônico da época e do edifício.
As subidas também entraram nos meus longos. No último sábado fui correr 20km na USP e adivinha qual era o percurso? 2 voltas de 10km, ou seja, 2 vezes a maldita Biologia.
Nunca subi essa desgraçada 2 vezes num dia. Estava com medo. Muito medo. Fui correndo com um amigo, que estava um pouco mais forte do que eu gostaria, mas estávamos num bom papo e o ritmo não estava me quebrando. Chegamos na monstra. Puxada na respiração e vamos pra cima. Sobe, sobe, sobe, respira e sobe mais um pouco. Terminada, vem o descidão, que dá pra relaxar um pouco. Na 2a volta eu iria sozinho. Ai tava o perigo. Sabia que não conseguiria os 51:27 da primeira volta. Mas perdendo 2 minutos estaria dentro do programado.
Se quando corremos com alguém pode ajudar o tempo da corrida passar mais rápido, dentro do elevador não sabemos muito o que fazer. Alguns são panorâmicos, dá pra aproveitar a vista durante a subida. Eu nunca vi, mas dizem que uns têm música. Música ruim, porque se fosse boa não existiria a expressão “música de elevador”. Tem também o Elemídia, que nos permite ver entre uma propaganda e outra uma notícia que gera um comentário e burburinho entre os seus passageiros. O espelho é sempre bem utlizado pra ver o visual e se tem um feijãozinho esquecido no dente.
Fui correndo bem e quando cheguei na Biologia lembrei da Ivete. E haja Ivete pra cantar! Nessa subida parecia que tinha uma lata de concreto nas minhas pernas. Ia subindo e xingando aquela 1a volta rápida e o Cesar, pra não perder o costume. Me achava o cara mais burro do mundo em ter saído forte. Foi quando eu olhei no relógio e vi que estava apenas 20 segundos mais lento do que a 1a volta.
Ai o treino mudou. Desci normal, peguei a água e mandei bala. Não olhei pros lados e encarei os últimos 3km com muita vontade. Parecia que descia da cobertura para a garagem sem paradas! Terminei a volta com incríveis 50:56. 15 segundos mais lento que minha melhor corrida de 10km. Essa no plano. E o treino total ficou em 1h42m23s.
A subida dentro de um treino ou corrida nunca passará desapercebida, sempre será a nossa pedra no sapato ou o pum dentro do elevador.
Araka!
Eu odeio subida. Agora ainda mais. Meus treinos estão com muitas subidas. Intermináveis subidas. Longas subidas.
Mas ainda bem que para vencer essas malditas o homem inventou um monte de coisas, como teleféricos, escadas rolantes, bondes, escadas e uma que eu considero uma das maiores invenções do universo. O Elevador.
É, ele mesmo, aquela caixa Atlas ou Schindler que você entra para vencer em poucos segundos vários degraus que te derrotariam em muitos minutos. E melhor, sem cansar e nem suar.
Não é à toa que ele é o meio de transporte (é, ele é considerado um meio de transporte) mais utilizado, isso quer dizer que no mundo todo tem mais pessoas apertando o botão do que a buzina.
Outro dia, num desses feriados que tivemos, estava no interior e fui dar um trotezinho. Ali não existia mais de 4 metros plano. Mas foi um treino muito interessante. Começava com uma bela descida, depois os 4 metros planos e mais descida. Ai começou a chuva. Ainda bem! Que chuva! Ai elas apareceram. A primeira não era tão alta, uns 3 minutos e passei. Mais uns 400 metros de descida e outra subidinha leve. Ai acabou a estrada de terra e precisei voltar.
Ai complicou. As descidas viraram subidas.
Verdadeiras montanhas. Todas com variação na inclinação, nos buracos, nas pedras e no que mais puder te atrapalhar. Todas eram diferentes a cada metro. Como os elevadores. Já percebeu que não existem elevadores iguais? Começa pelo botão. Alguns mostram em que andar ele está, se está descendo ou subindo ou simplesmente acendem. Mas não confunda botão com buzina. No trânsito, quando você buzina o motorista da frente acorda e anda, já o elevador não virá mais rápido se você ficar apertando o botão sem parar.
Comecei a encarar a 1a numa boa, mas a 2a, foi difícil. Nisso passou um carro com o som muito alto. Era Ivete. Comecei a cantar junto “Poeira…Poeira, levantou poeira” e logo essa música mudou para “Pirambeeeiraahhh, Pirambeeeeeiraahhh, Lá vem Pi-ram-bei- ra!”. Depois disso as subidas ficaram mais leves.
Portas de correr, automáticas, com sensor, porta de madeira, de ferro, porta armada, enfim, são milhares de tipos de portas e sistemas de aberturas. Tudo sempre acompanhando o estilo arquitetônico da época e do edifício.
As subidas também entraram nos meus longos. No último sábado fui correr 20km na USP e adivinha qual era o percurso? 2 voltas de 10km, ou seja, 2 vezes a maldita Biologia.
Nunca subi essa desgraçada 2 vezes num dia. Estava com medo. Muito medo. Fui correndo com um amigo, que estava um pouco mais forte do que eu gostaria, mas estávamos num bom papo e o ritmo não estava me quebrando. Chegamos na monstra. Puxada na respiração e vamos pra cima. Sobe, sobe, sobe, respira e sobe mais um pouco. Terminada, vem o descidão, que dá pra relaxar um pouco. Na 2a volta eu iria sozinho. Ai tava o perigo. Sabia que não conseguiria os 51:27 da primeira volta. Mas perdendo 2 minutos estaria dentro do programado.
Se quando corremos com alguém pode ajudar o tempo da corrida passar mais rápido, dentro do elevador não sabemos muito o que fazer. Alguns são panorâmicos, dá pra aproveitar a vista durante a subida. Eu nunca vi, mas dizem que uns têm música. Música ruim, porque se fosse boa não existiria a expressão “música de elevador”. Tem também o Elemídia, que nos permite ver entre uma propaganda e outra uma notícia que gera um comentário e burburinho entre os seus passageiros. O espelho é sempre bem utlizado pra ver o visual e se tem um feijãozinho esquecido no dente.
Fui correndo bem e quando cheguei na Biologia lembrei da Ivete. E haja Ivete pra cantar! Nessa subida parecia que tinha uma lata de concreto nas minhas pernas. Ia subindo e xingando aquela 1a volta rápida e o Cesar, pra não perder o costume. Me achava o cara mais burro do mundo em ter saído forte. Foi quando eu olhei no relógio e vi que estava apenas 20 segundos mais lento do que a 1a volta.
Ai o treino mudou. Desci normal, peguei a água e mandei bala. Não olhei pros lados e encarei os últimos 3km com muita vontade. Parecia que descia da cobertura para a garagem sem paradas! Terminei a volta com incríveis 50:56. 15 segundos mais lento que minha melhor corrida de 10km. Essa no plano. E o treino total ficou em 1h42m23s.
A subida dentro de um treino ou corrida nunca passará desapercebida, sempre será a nossa pedra no sapato ou o pum dentro do elevador.
Araka!
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