domingo, 9 de agosto de 2009

Qual o andar mesmo?

Subida. Essa com certeza foi uma das piores invenções de Deus. Nunca vimos desenhos do Jardim do Eden com subidas, no paraíso não tem subida!

Eu odeio subida. Agora ainda mais. Meus treinos estão com muitas subidas. Intermináveis subidas. Longas subidas.

Mas ainda bem que para vencer essas malditas o homem inventou um monte de coisas, como teleféricos, escadas rolantes, bondes, escadas e uma que eu considero uma das maiores invenções do universo. O Elevador.

É, ele mesmo, aquela caixa Atlas ou Schindler que você entra para vencer em poucos segundos vários degraus que te derrotariam em muitos minutos. E melhor, sem cansar e nem suar.

Não é à toa que ele é o meio de transporte (é, ele é considerado um meio de transporte) mais utilizado, isso quer dizer que no mundo todo tem mais pessoas apertando o botão do que a buzina.

Outro dia, num desses feriados que tivemos, estava no interior e fui dar um trotezinho. Ali não existia mais de 4 metros plano. Mas foi um treino muito interessante. Começava com uma bela descida, depois os 4 metros planos e mais descida. Ai começou a chuva. Ainda bem! Que chuva! Ai elas apareceram. A primeira não era tão alta, uns 3 minutos e passei. Mais uns 400 metros de descida e outra subidinha leve. Ai acabou a estrada de terra e precisei voltar.

Ai complicou. As descidas viraram subidas.

Verdadeiras montanhas. Todas com variação na inclinação, nos buracos, nas pedras e no que mais puder te atrapalhar. Todas eram diferentes a cada metro. Como os elevadores. Já percebeu que não existem elevadores iguais? Começa pelo botão. Alguns mostram em que andar ele está, se está descendo ou subindo ou simplesmente acendem. Mas não confunda botão com buzina. No trânsito, quando você buzina o motorista da frente acorda e anda, já o elevador não virá mais rápido se você ficar apertando o botão sem parar.

Comecei a encarar a 1a numa boa, mas a 2a, foi difícil. Nisso passou um carro com o som muito alto. Era Ivete. Comecei a cantar junto “Poeira…Poeira, levantou poeira” e logo essa música mudou para “Pirambeeeiraahhh, Pirambeeeeeiraahhh, Lá vem Pi-ram-bei- ra!”. Depois disso as subidas ficaram mais leves.

Portas de correr, automáticas, com sensor, porta de madeira, de ferro, porta armada, enfim, são milhares de tipos de portas e sistemas de aberturas. Tudo sempre acompanhando o estilo arquitetônico da época e do edifício.

As subidas também entraram nos meus longos. No último sábado fui correr 20km na USP e adivinha qual era o percurso? 2 voltas de 10km, ou seja, 2 vezes a maldita Biologia.

Nunca subi essa desgraçada 2 vezes num dia. Estava com medo. Muito medo. Fui correndo com um amigo, que estava um pouco mais forte do que eu gostaria, mas estávamos num bom papo e o ritmo não estava me quebrando. Chegamos na monstra. Puxada na respiração e vamos pra cima. Sobe, sobe, sobe, respira e sobe mais um pouco. Terminada, vem o descidão, que dá pra relaxar um pouco. Na 2a volta eu iria sozinho. Ai tava o perigo. Sabia que não conseguiria os 51:27 da primeira volta. Mas perdendo 2 minutos estaria dentro do programado.

Se quando corremos com alguém pode ajudar o tempo da corrida passar mais rápido, dentro do elevador não sabemos muito o que fazer. Alguns são panorâmicos, dá pra aproveitar a vista durante a subida. Eu nunca vi, mas dizem que uns têm música. Música ruim, porque se fosse boa não existiria a expressão “música de elevador”. Tem também o Elemídia, que nos permite ver entre uma propaganda e outra uma notícia que gera um comentário e burburinho entre os seus passageiros. O espelho é sempre bem utlizado pra ver o visual e se tem um feijãozinho esquecido no dente.

Fui correndo bem e quando cheguei na Biologia lembrei da Ivete. E haja Ivete pra cantar! Nessa subida parecia que tinha uma lata de concreto nas minhas pernas. Ia subindo e xingando aquela 1a volta rápida e o Cesar, pra não perder o costume. Me achava o cara mais burro do mundo em ter saído forte. Foi quando eu olhei no relógio e vi que estava apenas 20 segundos mais lento do que a 1a volta.

Ai o treino mudou. Desci normal, peguei a água e mandei bala. Não olhei pros lados e encarei os últimos 3km com muita vontade. Parecia que descia da cobertura para a garagem sem paradas! Terminei a volta com incríveis 50:56. 15 segundos mais lento que minha melhor corrida de 10km. Essa no plano. E o treino total ficou em 1h42m23s.

A subida dentro de um treino ou corrida nunca passará desapercebida, sempre será a nossa pedra no sapato ou o pum dentro do elevador.

Araka!

8 comentários:

Anônimo disse...

Gostei, so pra variar. Eu achei que ia dar uma olhadinha e quando vejo, li tudo.. fala serio, voce e bom nisso! rs.beijos Fe Sanna

Lweco disse...

Começou tão bem... daí acho q a empolgação SUBIU a sua cabeça. Mas bem melhor q o de semana passada. Tá SUBINDO de novo o nível dos posts. Fechou bem.

Augusto disse...

Cara, como sempre mais um excelente post! Arruma lá com o Sérgio Xavier um bico na Abril!
E vamos correndo!

Luiz Filipin disse...

boa docanildo.

zé disse...

doca, aguarde zezildo

depois de um realinhamento de rótula, eu vou correr como um louco.

dá-lhe ivete, chiclete e tudo do axé que termine com "ete"

Gabi Araujo disse...

A subida é ruim até para quem anda, não corre, como eu. Amei seu texto! Bjs, Gabi.

Estela disse...

Ótimo post, mais uma vez!

Sabe qual a melhor parte das subidonas? Depois delas, o "plano" parece descida! ^^

Comentei lá no blog do Sergio....nao tinha comentado antes pq dá erro na maioria das vezes!!!!
=)
Ahhhh, os treinos tão MUUUUUITO legais! TÔ AMANDO essa coisa de corrida em grupo! Sábado tem longão na USP!

boa semanaaaa =)

Patricia Toledo disse...

Rodopio, tá fogo esses seus treinos hein....vai me deixar no chinelo!!!!!Já não vai ser mais companheiro de 1/2 maratona.....enquanto isso eu corro uns 5 km kkkkk